O Facebook é o próximo canal

Para diretor da WebTrends, a rede social é extremamente poderosa, só que uma boa coleta de dados de comportamento dos consumidores no online só é possível se forem considerados todos os canais

Ele tem 450 milhões de usuários e cerca de 4,5 bilhões de atualizações de usuários a cada semana. Além disso, desde novembro de 2009, é o site mais visitado do mundo, à frente inclusive do Google. Com esses dados, o diretor comercial da WebTrends, Sean Browning, não teve dúvidas em decretar: “O Facebook é o próximo canal a se olhar” .

“Mais importante do que a quantidade de pessoas que o utilizam é nível de detalhamento que ele permite. Você sabe quem são seus amigos, se eles jogam videogames e por aí vai”, disse o executivo, que se apresentou durante o ProXXIma Garage.

Não à toa, relembrou que grandes anunciantes como PepsiCo e Coca-Cola mudaram o destino de verbas no total de US$ 21 milhões que estavam destinados para a compra de comerciais durante o Super Bowl, o evento de maior audiência da televisão norte-americana, para ações na rede social.

Mas Browning lembrou que, independente da força que todas as plataformas digitais possuem isoladamente, a coleta de dados sobre comportamento dos consumidores só terá credibilidade se o sistema embarcar todos os canais, desde rede social, passando por acesso à internet móbile, e pelo tipo de produto que se compra via e-commerce. Cabe a empresas como a dele o trabalho de catalogar todas essas impressões vindas de todos os lados e organizar os dados para que eles se tornem relevantes para os anunciantes, que conhecerão de fato o seu cliente.

“Os canais são diferentes, mas a pessoa é única. Todos os dados obtidos a partir de um canal, como o tempo em que a pessoa ficou conectada a uma página, devem ser inseridos em um contexto que englobe todos os outros canais. Desse modo, não haverá o risco de a pessoa, por exemplo, receber exatamente a mesma mensagem por diversos canais”, avisou.

A grande vantagem de peneirar os consumidores e, posteriormente, enviar mensagens realmente relevantes para eles, está no bolso do anunciante. “Neste momento, as marcas querem estar em todos os lugares, mas isso custa dinheiro. As empresas precisam criar plataformas elegantes, eficientes e que permitam a coleta de dados de todo e qualquer lugar, para que possa interpretar e enviar a mensagem correta”, resumiu, dando como exemplos o próprio Facebook e os receptores de TV set-up boxes.

Um dos casos citados relatou como o New York Times controla o que ocorre em seu site, analisando coisas triviais como quais as notícias e editorias mais lidas, e também dados mais complexos, como detectar se as pessoas leram toda a matéria, e o tamanho da configuração da página que será acessada pela internet móbile, de acordo com o tipo de aparelho do consumidor, seja um Blackberry, seja iPhone, seja qualquer outro.

Ou seja, você e seu comportamento estão sendo monitorados, mas isso resultará em mensagens mais oportunas em seu e-mail, no celular, no Facebook e em qualquer outro canal de mídia.

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